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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

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Campos de flores de canola

Mäyjo, 28.04.17

 

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Luoping County, China

24 ° 53'06 "N 104 ° 18'29" E

 

Os campos de flor de Canola cobrem a paisagem do concelho de Luoping, China.

A cultura é cultivada para a produção de óleo, que é extraído por um ligeiro aquecimento e, em seguida, esmagando as sementes das flores. O óleo de canola é usado principalmente para cozinhar e como fonte de biodiesel.

 

 

BRITISH AIRWAYS QUER VOAR COM COMBUSTÍVEL A PARTIR DE LIXO JÁ EM 2017

Mäyjo, 22.06.15

British Airways quer voar com combustível a partir de lixo já em 2017

Lembra-se daquela cena do Regresso ao Futuro em que o cientista Doc Brown pega numa determinada quantidade de lixo e usa-o como combustível para o seu DeLorean (ver abaixo)? A British Airways está a copiar este modelo de combustível, um projecto desenvolvido em conjunto com a Solena Fuels e que utiliza resíduos sólidos municipais – lixo – para criar 50 mil toneladas métricas de combustível por ano.

Se tudo correr como previsto, esta será a primeira vez que o lixo será transformado em combustível – ainda por cima numa das indústrias que mais desesperadamente procura energias limpas para criar combustível.

Segundo o Treehugger, a Selena utiliza o processo de Fischer-Tropsch para desenvolver o combustível, estando a investir um total de €440 milhões (R$ 1,3 mil milhões) na respectiva tecnologia.

Depois do lixo ser limpo e de lhe serem retirados os materiais tóxicos e recicláveis, ele será combustado num ambiente com pouco oxigénio que produz uma síntese de gás de hidrogénio e monóxido de carbono, um processo conhecido como gasificação.

“Depois disto teremos um combustível bastante puro, de grande qualidade”, explicou Jonathan Counsell, chefe de sustentabilidade da British Airways. O responsável, que falava na conferência de liderança em biocombustíveis avançados, explicou que transformar lixo em combustível é duas vezes mais eficiente que a incineração dos resíduos para electricidade.

Por outro lado, este novo combustível reduz as emissões de gases com efeito de estufa até 95%, em comparação com os combustíveis fósseis. E esta percentagem não inclui as emissões de metano – um gás 30 vezes mais prejudicial ao aquecimento global que o dióxido de carbono – que resultam da decomposição do lixo nos aterros.

Se tudo correr dentro do planeado, a British Airways poderá começar a voar com combustíveis desenvolvidos a partir de lixo já em 2017. Parece ficção científica, mas há muito que a indústria da aviação precisava de uma notícia destas. Esperemos, ainda assim, que esta tecnologia não seja um incentivo para a criação de mais lixo, em vez de continuarmos a lutar pela sua inevitável redução.

Foto:  simonallardice / Creative Commons

Visto de cima

Mäyjo, 20.03.15

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Canola Flower Fields

Luoping County, China

24°53′06″N 104°18′29″E

 

Campos de flores de canola cobrem a paisagem montanhosa de Luoping County, China.

A cultura é cultivada para a produção de óleo, o qual é extraído através do aquecimento e, em seguida, de um ligeiramente esmagamento das sementes da flor. O óleo de canola é utilizado principalmente para fins colinários e como fonte de biodiesel.

 

 

Biocombustíveis a partir de resíduos têm potencial por explorar em Portugal Quercus – Assoc. Nac. de Conservação da Natureza

Mäyjo, 16.12.14

O estudo ‘Wasted: Europe’s Untapped Resource’, divulgado na semana passada por várias organizações de defesa do ambiente (entre as quais a Federação Europeia dos Transportes e Ambiente, da qual a Quercus é membro), mostra que a Europa tem um potencial ainda por explorar para a produção de biocombustíveis de segunda geração, a partir da conversão de resíduos da agricultura, silvicultura e algumas indústrias.

Portugal e outros Estados Membros não podem desperdiçar este potencial com vantagens económicas e ambientais, numa altura em que os Estados Membros discutem ao nível do Conselho Europeu novas metas climáticas para 2030.

Este estudo, elaborado pelo ICCT (Internacional Council for Clean Transportation), com o contributo de vários institutos de investigação e o apoio de empresas inovadoras desta tecnologia e associações de defesa do ambiente, aponta que a conversão de resíduos agrícolas, florestais, urbanos e de algumas indústrias em biocombustíveis de segunda geração para o setor dos transportes poderia evitar a importação de 37 milhões de toneladas de petróleo por ano até 2030, o equivalente a 16 por cento da procura de combustíveis rodoviários em 2030.

Em vários países europeus - incluindo Portugal -  já existem recursos e tecnologias de conversão disponíveis, mas o desafio está na criação de um quadro político europeu que acelere o investimento nestes biocombustíveis. Para aproveitar todo o potencial destes resíduos, a evolução tecnológica poderia ajudar à criação de pelo menos 300 mil empregos diretos até 2030 em toda a Europa (excluindo os empregos indiretos), sobretudo na recolha e conversão de resíduos agrícolas e florestais.

Os biocombustíveis produzidos a partir destes resíduos podem ainda fornecer uma alternativa para o declínio das reservas de combustíveis fósseis e para a redução significativa das emissões de GEE no setor dos transportes, o qual segundo as previsões será a principal fonte de emissão de GEE em 2030 na Europa. Se todo o potencial destes resíduos de biomassa fosse aproveitado, as economias rurais poderiam beneficiar de uma fonte adicional de receitas de até 15 mil milhões de Euros.

A produção de biocombustíveis a partir de resíduos e outros materiais pode ser competitiva relativamente à produção agrícola convencional, apesar de em alguns países a disponibilidade de matérias-primas ser limitada. Portugal é um dos países europeus com maiores vantagens, quer pela diversidade e quer pela disponibilidade de matérias primas, como por exemplo biogás a partir de resíduos urbanos, biodiesel a partir de óleos alimentares usados, bioetanol a partir de resíduos de biomassa como resultado de cortes de matas e florestas, resíduos agrícolas (produção de alfarroba, azeitona) e ainda culturas energéticas (como o cardo).

A produção de biocombustíveis de segunda geração poderia evitar a emissão de GEE, entre 60 e 85 por cento na maioria dos casos, num contributo importante para o cumprimento das metas climáticas europeias. No entanto, é necessário definir critérios de sustentabilidade para estes biocombustíveis de segunda geração para a manutenção do balanço de carbono (como a gestão dos solos, conservação da biodiversidade, proteção dos recursos hídricos).

Mafalda Sousa, da Quercus, salienta que “num momento em que estão a ser discutidas as metas de redução das emissões de GEE até 2030 entre os Estados-Membros ao nível do Conselho Europeu, este estudo traz um forte argumento de que é necessário rever a política de biocombustíveis até 2020, tendo em conta os impactes associados à produção agrícola de biocombustíveis (como as alterações de uso do solo). Para o horizonte 2030, é fundamental que os Estados Membros apoiem a continuidade da meta para a redução das emissões de GEE nos transportes, e promovam o incentivo e investimento em combustíveis mais limpos (como biocombustíveis produzidos a partir de resíduos e outros materiais), cujo potencial está ainda por explorar.”

Investigação: A revolução do etanol de Obama está a causar um “desastre ecológico”

Mäyjo, 09.02.14

Investigação: A revolução do etanol de Obama está a causar um “desastre ecológico”

 

Em 2005, no âmbito da revolução americana das energias sustentáveis, George W. Bush, então presidente dos Estados Unidos, implementou uma legislação que obrigava as companhias petrolíferas a adicionarem biocombustível às suas gasolinas e gasóleos. A lei previa a incorporação de 15,1 mil milhões de litros em 2006 e o dobro deste valor até 2012.

Apesar de a lei ter sido assinada por Bush, durante o seu segundo mandato, a implementação recaiu sobre a administração de Barack Obama.

Um dos principais constituintes dos biocombustíveis é o etanol, que nos Estados Unidos é produzido através do milho. Uma vez implementada a lei para a incorporação de etanol nos combustíveis a procura das petrolíferas por etanol aumentou, o que fez disparar as plantações de milho.

Uma investigação da Associated Press (AP) vem agora revelar que a revolução americana do etanol está a ameaçar seriamente o ambiente, sem produzir benefícios tangíveis suficientes.

Devido ao aumento da procura de etanol para satisfazer os requerimentos do Governo, com o intuito de transformar os combustíveis fósseis numa fonte energética mais verde, foram plantados mais de 20 milhões de metros quadrados de campos de milho. Uma área destinada à conservação, superior às áreas combinadas dos Parques de Yellowstone, Everglades e Yosemite, desapareceu, assim, sob o olhar da administração de Obama.

Os agricultores começaram então a cultivar uma área que não era anteriormente utilizada para agricultura, o que libertou grandes quantidades de dióxido de carbono. A par disto, pulverizaram estas áreas com grandes quantidades de fertilizantes químicos, parte das quais ter-se-ão infiltrado nos lençóis de água, rios e expandiram-se, até à “zona morta” do Golfo do México, uma zona com baixas concentrações de oxigénio que não suporta formas de vida, contribuindo para piorar as condições oxigenação desta área do Golfo.

“Isto é um desastre ecológico”, afirmou Craig Cox, do Environmetal Working Group (EWG), à AP. De recordar que o EWG já foi um aliado da casa Branca, mas que agora se posiciona contra as políticas de etanol da administração de Obama.

A eficiência do etanol como um redutor das emissões de dióxido de carbono tem sido largamente exagerada, aponta a investigação, referida pelo Huffington Post, o que torna imperceptível se, na realidade, o etanol pode ser melhorado para combater os efeitos do aquecimento global. Contrariamente, o preço do milho mais que dobrou desde 2010 e os agricultores não estão dispostos a abrandar a sua produção.

As consequências da produção desregrada de etanol estão a ser nefastas ao ponto dos ambientalistas e cientistas estarem a classificar o uso do etanol como uma má política ambiental. Por seu lado, a administração de Obama continua firme quanto ao uso do etanol, preferindo destacar os benefícios do etanol para a indústria agrícola do que reconhecer qualquer tipo de impacto negativo. A Casa Branca acredita que apoiar a produção de etanol é a melhor maneira de encorajar o desenvolvimento dos biocombustíveis, que no futuro serão mais limpos do que actualmente. Mas, ao incentivar esta forma de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, a administração de Obama está a permitir que à indústria da energia verde “fazer coisas não tão verdes”.

 

in: Green Savers